quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Longa canção da espera

Não te encontrei
por onde  passei
e te busquei
sem descanso
noite e dia
todas as horas
do  viver

Ai, que vou morrer
sem te amar

Trago há muito
perfume de gerânios
nos cabelos
gestos macios
que voam
no vento
um doce sabor 
na boca
e o abraço 
e a pele suaves
pra te dar

Quero te encontrar
     assim
enquanto o perfume 
     e a cor viva
ainda tremula
     na flor

Não venhas
quando tudo
já estiver perdido
  
Se demoras
o vento da vida
arranca
as minhas folhas
me esvazia a alma
leva pra longe
os meus desejos

Chega agora
meu amor
que o beijo
anda fresco pela boca
e o abraço ainda
nos meus braços
se agasalha


9 comentários:

  1. Marcos.

    Quero para sempre tua amizade!
    Ela é definitiva para mim!

    Te abraço assim.

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  2. Obrigada pela amável visita!
    Podemos pintar com as palavras também!

    Abraço.

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  3. Cara Jac, prezada.
    Que bela beleza!
    Entre os signos, os contrastes!
    Um bom abraço.

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  4. Será que o adjetivo 'longa' no título se cumpre no texto? Diria eu que sim e que não.
    Pra mim, a canção não foi longa como longa nunca é uma estrada cuja paisagem me dá gosto apreciar.

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  5. As esperas são sempre longas, meu caro
    amigo João Esteves.

    Obrigada por ter me visitado!

    Abraço.

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  6. Minha longa canção da espera
    já se calou.
    o vento da vida
    minhas folhas levou...
    Da alma, pouca coisa restou.

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  7. Oi Leyr..obrigada pela visita!
    Estou dando um tempo...
    Debruçada sobre outros projetos..
    Com a alma atenta a tudo..

    Abraço carinhoso.

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